quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
O Primeiro Amaterasu: Aforismo
O conhecimento de qualquer coisa caminha a um aforismo.
Quando se conhece o aforismo, chega-se a metáfora.
Quando se desvela a metáfora, voilá: eis a essência - não-linguística, não-semiótica, não-lógica à nossa instância, não simbólica, e nem contraditória.
Não-refutável, pois é o todo, e abriga em si todas as possibilidades de se contradizer as contradições e sintetizar as refutações como meras concepções semióticas, resultado de um jogo começado com peças erradas, num tabuleiro desconhecido.
Só o aforismo já liberta a sede epistemológica. É um vetor que contém tudo sobre qualquer coisa, e fatalmente responde a tudo a que esse conhecimento corresponde.
O aforismo é o fogo Amaterasu das bibliotecas. É o temor do dogmático. É a lâmina que escarmenta Descartes, Sócrates e Platão - não por terem sido dogmáticos, mas por não terem chegado ao aforismo, e declarado conhecimento criminoso a respeito do tudo-nada.
O aforismo é Amaterasu por destronar violentamente o pensamento lógico, e tornar cinzas uma história ricamente pobre, atraindo ódio dos pensadores e da própria história.
O aforismo é apenas agraciado e aguardado pelo futuro. Aliás, na gênese temporal de nossa instância, a perspectiva amorosa do aforismo já era embrionária na metáfora, e essa na essência.
Aforismo é Amaterasu, não por só ser fogo, mas por ser também luz. É a fênix de si próprio, e o guardião da sensatez. Quando se conhece aforismo, se tem o primeiro passo para a luz. Quando essa luz chega, toda a teoria torna-se vazia, e o conhecimento de algo torna-se absoluto e claro. Não se é mais necessário desgastar-se nos porões das literaturas.
Ainda, aforismo não é resposta. É caminho. O caminho que leva ao Tao, à verdadeira ataraxia e a sublimação do espírito caçador da verdade. E a verdade é uma só, não um 'infinitaenesimal' manuscrito téorico. É palavra de uma letra só, e permeia toda a constituição do cosmos.
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domingo, 13 de janeiro de 2013
Herdeiros da Filosofia
Raríssimos são, nesse plano terreno atual, aqueles que nascem para a filosofia.
Desses raros gênios, muitos têm preguiça de pensar.
Outros descobrem o talento e morrem calados.
Dentre os poucos restantes, muitos são arrogantes, egocentristas e dogmáticos.
Uma parcela dessas se salva, descobrindo o amor ativo do sistema, introduzindo-o ao modo de se pensar em algo genuíno e primordialmente humano.
Dentre esses, alguns falam.
E, entre esses, algum sobra, afinal, que produz algo de valor a cada temporada dos ciclos terrenos...
Uma parcela dessas se salva, descobrindo o amor ativo do sistema, introduzindo-o ao modo de se pensar em algo genuíno e primordialmente humano.
Dentre esses, alguns falam.
E, entre esses, algum sobra, afinal, que produz algo de valor a cada temporada dos ciclos terrenos...
...mas, no final, nenhum deles é ouvido em tempo, e quando o é, quase nunca acontece da forma como se deveria...
Linguagem e sua Relação Filosófica e Científica Com o Conhecimento
É
razoável pensar que a filosofia aplicada no meio social é
um utilitarismo que compete aos domínios primordiais das
ciências sociais, empiristas por natureza, mas, se assim o for,
também podemos pensar que os fundamentos teóricos das
transformações são genuinamente
filosóficos, advindo da
razão, apoiados pela pesquisa e organizadas em sistemas que,
ora ou outra, direcionam-se à teleologia.
Filosoficamente,
a linguagem impõe limites ao conhecimento, e, cientificamente,
a linguagem é ferramenta de comunicação
primordial ao homem político. Mas hão
possibilidades de semiose na ciência, gerando, até mesmo
em confronto com a Teoria do Caos, uma sensação de
incapacidade intelectiva plena. Como mesmo os resultados
científicos, e até seus métodos, poderiam estar
encharcados de concepções semióticas errôneas:
na Teoria do Caos são analisados o funcionamento de sistemas
complexos e dinâmicos. Em sistemas dinâmicos complexos,
determinados resultados podem ser "instáveis" no que
diz respeito à evolução temporal como função
de seus parâmetros e variáveis. Isso significa que
certos resultados determinados são causados pela ação
e a interação de elementos de forma praticamente
aleatória.
Para entender o que isso significa, basta pegar um
exemplo na natureza, onde esses sistemas são comuns. A
formação de uma nuvem no céu, por exemplo, pode
ser desencadeada e se desenvolver com base em centenas de fatores que
podem ser o calor, o frio, a evaporação da água,
os ventos, o clima, condições do tempo, e isso para não
entrar em fatores invisíveis, não-tangíveis, os
desconhecidos, que podem ser aceitos na lógica geral, e os
desconhecidos que não podem ser aceitos na lógica
geral, além é claro, de supostos fatores metafísicos,
fora que a percepção de cada um desses fatores só
pode ser feito através dos sentidos, e aqui é chamada a
fenomenologia,
demonstrando-nos que uma pequena parcela de cada coisa pode ser
entendida, e talvez, ainda, de forma errada, diria Peirce. Uma coisa
simples torna-se extremamente complexa, já que as causas são
totalmente desarraigadas dos efeitos, e nossa concepção
lógica desses momentos somente se dão através
dos fenômenos dos mesmos, ou seja, uma parcela destacada de
eminência desses objetos, e não sua totalidade revelada.
E, mesmo assim, apreendidos sob as rédeas da razão, que
limitam as apreensões intelectivas às convenções
universais, pragmáticas. E, mesmo admitindo que se possa
conhecer essas coisas, por meio da intuição (Kant) ou
vontade (Schopenhauer), como será feita a comunicação?
A
lenda da Torre de Babel fornece o ar “místico”, que impõe,
no âmago da retórica, uma qualidade cética
latente, uma metáfora à incompreensão, a não
-comunicação - em Górgias temos a máxima
“O ser não existe. Mesmo que existisse, não
seria cognoscível. E mesmo que fosse cognoscível, não
seria passível de comunicar”.
Em
Agostinho vimos que as coisas podem ser ensinadas via sinais
naturais. Mas como haveria sinal de coisa tão complexa? Como
poderiam esses sinais serem mais eficientes que um dialeto?
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Música Celestial
Às vezes fico pensando...
Não poderia ser a música um simples evento acústico-vibratório como ensina a ciência. É tão mais que isso que é impossível ficar calado!
Várias vezes me deparo com sequências harmônicas, ou mesmo solos melódicos "a capela", e sinto que tais notas só poderiam ter sido geradas por uma inspiração muito próxima do "corpus celesti", pois incitam no bom ouvinte sensações inefáveis, e alteram a frequência de funcionamento do corpo, produzindo lembranças e sentimentos inesperados/desconhecidos. Não obstante, sem medo revelo minha crença: a composição musical tem dois fundamentos: um metafísico e um físico.
O físico é a percepção corporal. Todos os sistemas corpóreos são atingidos e reagem às frequências das notas musicais (assim como as frequências das cores, ou as duas juntas, sonocromaticamente, etc). Não é à tôa que algumas sequências musicais induzem o sono, ou aguçam a percepção, ou enchem de expectativa, ou atiçam diversos sentimentos.
O metafísico é a captação intuitiva do que é música no mundo espiritual (Kardec [Chico Xavier; Platão] fala sobre). Através de um desvelamento artístico, o autor intui as notas (nem sempre notas somente na escala musical, mas até mesmo savarts e cents!) que lhe parecem agradáveis (falo até de dissonâncias!), e chega a um estado de êxtase divinatório que o possibilita colher fagulhas da música celestial e transcrevê-la / interpretá-la para execução no físico. O físico é meramente a interpretação desse sistema - ou seja, a música não é só áudio!
O ouvinte passa pelo mesmo processo de desvelamento, sendo ele também um compositor, pois está também colhendo da árvore musical do cosmos.
Daí vem minha crítica ao método em que muitos acreditam: "música boa é aquela que sôa agradável até para os leigos". Porém a crítica é somente baseada em crença, não prova verdade alguma: se cada pessoa possui certa idade espiritual, então é bastante lógico que os mais vividos possuem uma apreciação mais fina do que é belo, pois se aproximam da perfeição, do máximo estado-vibratório d'alma - que os permitem conhecer de forma muito próxima o verdadeiro "ser", a essência das coisas no plano superior. Os espíritos mais jovens possuem raízes curtas no mundo supra-sensível, e seus desejos são consumados pelas ilusões do mundo físico. Podemos eventualmente distinguir essas pessoas pelos seus gostos artísticos, ideias, interpretações, vontades...
Essa ideia também pode ser remodelada para os não-crentes no samsara (carma), substituindo a idade espiritual pela física, e os desvelamentos espirituais pela bagagem técnica e cultural. De qualquer forma, é impossível nivelar todos os ouvintes para uma única categoria, pois seria adjetivar negativamente composições maestrais que os leigos não conseguem entender/gostar/admirar.
Sem medo, novamente, exalto aqui o compositor-maior do sistema: Deus Jeová, o Deus de Cristo - eis o perfeito criador da música celeste, da qual nós, compositores/músicos/docentes musicais/produtores dependemos.
Como dar a autoria de algo tão belo como a música à um fenômeno acústico baseado nas leis físicas?
A música é prova de que o confronto apolíneo-dionisíaco realmente existe, e produz o que chamo de "cacofonia agradável". Digo isso pelo fato de que o sistema operacional é complexo demais para rotularmos eventos com adjetivos positivos ou negativos. Tudo é produto de movimento do sistema, constituindo uma harmonia injustamente justa, representada em eventos cujas causas e fins nunca arraigamos!
Veja que as dissonâncias são agradáveis, a blue-note é coisa linda, o lócrio é fantástico, a harmonia diminuta é incrivelmente instigante! O virtuosismo é bem-aventurado, pois é uma busca do conhecimento de algo supremo, através do aprimoramento técnico e trabalho suado sobre a teoria e instrumento.
A música é um confronto de elementos diferentes, e belo pode ser o que é teoricamente "inaceitável" (coisa que o conservatório ainda prega!). A síntese musical é um material sonoro que causa determinados sentimentos no compositor e no ouvinte. E existem razões para isso! É digno de reflexão! Determinadas sequências de sons alteram a frequência de operação do cérebro, ativando áreas específicas.
Ocasionalmente ouço riffs de criatividade tremenda. E quando isso acontece, alegro-me por poder ouvir a produção artística de alguém que aproximou-se intuitivamente da obra de Deus. Mas alegro-me (ou presto-me! hehe) mais ainda por termos em nosso medíocre mundo baseado em leis morais inúteis uma arte tão divina e primordial, que tem o poder de conduzir-nos à estados nirvânicos e incitar-nos ao conhecimento de Deus e do mundo celestial.
Deus, obrigado pela música! =)
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Evolução de Éter
O homem vê o amor como coisa boa, esse é o princípio. E torna-se amoroso.
O amoroso perde a razão, e se arrepende. Aventura-se nos rios da filosofia e da razão para consolar-se, e, enfim, torna-se 'sábio'.
O 'sábio' busca a verdade.
Enquanto a busca, se perde nos paradigmas voláteis da ciência, e se torna cético, e pior, cego e ateu.
Enquanto cético percebe que algo metafísico transcende os fatos e os direitos.
O novo cético busca a sabedoria do hiperurânio. Nada encontra de racional, é tudo anti-lógico. Um oceano frio de caos aleatório e doloroso.
Num insight, de repente percebe que o que move o sistema operacional é uma força anti-racional, inefável, incomunicável, estritamente sensitiva.
O amor!!
O pseudo-sábio é arrogante e se desgasta em dogmas refutáveis.
Quem ama é o verdadeiro sábio.
Quem duvida, ame e descubra. Presto aqui o atalho aos irmãos desse plano semi-celeste!
Quem ama em consciência, descobre o Mestre, o Rei dos reis, o Construtor, o Dedo-criador, o princípio superior do Tao, o Regente do Nirvana, o grande Panteão, o Tudo-celeste, Jeová.
O próprio tempo vai provar às criaturas desse plano o quão afiro a verdade com esses grafemas. Mas apressem-se, irmãos, pois o tempo é carruagem que vai uma vez só pela mesma estrada!
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Sutis semidivindades
Prefiro falar aos pássaros...
Bem-aventurados, e felizes são, porquê não ponderam a semiose.
Se seus entendimentos se dão de algum modo, este é ordenado, direto, compassado e objetivo.
Virtude dos alados...
Prefiro falar aos pássaros...
Bem-aventurados, e felizes são, porquê não são induzidos pela razão à ceder aos impulsos sensoriais, que comprometem a cognição da mensagem.
Não se atêm, jamais, à ruga no rosto do velho sábio que gentilmente compartilha fagulhas de seu conhecimento lógico sem pedir nada em troca - sabe que é um espírito vivido que preenche uma carcaça física deplorável; os pássaros não estudam estética!
Prefiro falar aos pássaros...
Bem-aventurados, e felizes são, pois eles não irão refutar enesimamente as teorias numa busca ciumenta e narcisista de ostentação do saber supremo.
Sua única intenção é serem autênticos, situados positivamente no tempo.
Prefiro falar aos pássaros...
Bem-aventurados, e felizes são, por nunca irão outorgar adjetivos de bem e mal à tragédia, certamente, pois sabem que a natureza “se passa” atemporal; tudo é destruído pela construção e construído pela destruição. Felizes são, por saberem, assim, tão simplesmente, que Apolo e Dionísio são o mesmo ser, e toda subsequência é mera falácia.
Prefiro falar aos pássaros...
Sábios eles são, e imortais permanecem na limbo do tempo, pois são arquétipos imutáveis, que constroem seu ninho hoje como faziam à dezenas de milhares de anos atrás.
Prefiro falar aos pássaros...
Bem-aventurados, e felizes são, porquê têm consciência de que toda razão que seja criada é finita e permeia o tempo, e torna-se limitada. Assim, preferem a ataraxia do que o julgamento vitalício, inútil (justamente pelo fato de que a razão é limitada!), do sistema operacional.
Prefiro falar dos pássaros...
Cuja classe consta num dicionário que nunca leram.
Cuja vida é direta e plenamente vivida.
Cuja aparência é somente um cacoete de um espelho maquiavélico. Ou uma arma artificial, da qual nós desgraçadamente fazemos uso em primeiro plano, em primeira instância, todo o tempo.
Cujas dores se exprimem sem dor de vontade, e suas graças semeiam diretamente o fértil solo do sistema operacional.
Prefiro falar aos pássaros...
Bem-aventurados, e felizes são, porquê têm em julgo o oposto na unidade, e a unidade na oposição. A loucura na sanidade, e a sanidade na loucura. A bondade na maldade, e a maldade na bondade. Yin no Yang, e Yang no Yin. Porquê todos esses são medidas do mesmo, e o especulação do composto não lhes interessa.
Prefiro falar aos pássaros...
Porquê de passagem estão pela vida sensível, e não se queixam por não serem imortais.
Não desgastam-se numa busca virtual de honra, conhecimento e dignidade. E nessa não-busca reside toda a honra, todo o conhecimento e toda a dignidade que lhes são necessários.
Prefiro falar aos pássaros...
Cujos humores resumem-se em um só. E conseguem ser ativamente passivos e passivamente ativos.
Porquê solidariedade ou ausência dela são o mesmo ato.
E do mesmo ato retomam a peça como se nada tivesse acontecido.
Prefiro falar aos pássaros...
Cuja bater de asas à altura das nuvens iguala-se à afogar o pescoço na água em busca de refeição. Todas as dimensões são uma só.
Prefiro falar aos pássaros...
Bem-aventurados, e felizes são.
Porquê não cederão ao caos de minha razão
e me responderão perpetuamente com um gracejo elegante, uma demonstração de seus pathos, intimamente ligados aos fluídos harmônicos do sistema operacional.
Um belo canto, melodioso e sereno. Trágico, ruim, maléfico. Benéfico, saudável, caprichoso. Caótico, cacofônico, ordinário. Fino, afinado, belo.
Assim mesmo, tudo-ao-mesmo-tempo. É o mesmo! Sempre foi!
Fagulhas de uma arte que transcende, que colhe diretamente no cosmos, sem tecnicismo, sem teimosia, sem ganância.
Bem-aventurados são, porquê até hoje só tiveram conhecimento de um adjetivo:
Natural.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
O caos sistemático da modernidade
Mas, pior ainda do que o que será relatado, é que quase ninguém se deu conta. O caminho percorrido pela vida em sociedade entrou em ciclo, aparentemente irrompível, cujo fim será mesmo o fim, sem romancismo. Por uma série de desventuras iniciadas por personalidades ou grupos de inspirações questionáveis, temos hoje um conjunto sistemático que rege às ocultas nosso modo de vida. Não, não estou falando do assunto "quente" do momento, que são os Illuminati e blá blá blá - acho ainda que esse relato é ainda pior do que é dito desse sociedade secreta.
Influências ocultas
Para quem ainda nunca ouviu falar, assim como na net existem códigos maliciosos que infectam os computadores, existem no mundo códigos maliciosos que infectam o subconsciente humano, através da captação sensitiva. Não é brincadeira, basta fazerem uma busca rápida pelo Google que encontrarás muita coisa. Os antigos povos hindus já sabiam disso, há muitos séculos, o que só está sendo comprovado pela ciência pelos dias atuais. Vou explicar através de um exemplo:
Já lhe aconteceu, provavelmente, de ouvir alguma música e rapidamente lembrar-se de algo, - inexplicavelmente. Aquela música se associa à alguma lembrança, por algum motivo.
Alguns desses casos são simples: se se estava ouvindo uma música quando aconteceu algo memorável, aquela música fica gravada no subconsciente e se associa às imagens e percepções da lembrança, constituindo um “multimedia-box". Assim que a música é ouvida novamente, aquela caixa de lembranças é estimulada e revela o conteúdo da lembrança, pouco a pouco. Mas alguns casos são totalmente diferentes. Vou exemplificar como isso pode acontecer de outra forma através de um acontecimento pessoal.
Bem, estava eu na net assistindo vídeos musicais pelo Youtube, procurando tentar entender que mal aconteceu ao senso musical do mundo, até que me deparei com uma música que, do começo ao fim, me recordava a fachada de uma casa desocupada, que via constantemente na capital paulista. Aquilo era inexplicável! Comecei a pensar sobre isso tentando encontrar motivos, e a primeira resposta provisória que encontrei foi a de que estava a ouvir essa mesma música enquanto olhava para essa casa, e por isso acaba me lembrando da casa quando ouvia novamente a música.
Procurei a origem dessa composição, e notei que ela era de 2004, e a última vez em que vi aquela casa foi em 2001. Não preciso dizer que isso me intrigou e me instigou a buscar respostas mais eficientes, certo?
Me dediquei a buscar muito material sobre ciência acústica, espiritismo (música é conexão interdimensional!), psicologia, religiões, etc - isso há sete anos atrás, quando me iniciei nos estudos budistas e sufis. Encontrei verdadeiras raridades, como um estudo inacabado sobre a influência dos sons e imagens no subconsciente, advindo do povo hindu. Também encontrei alguns trabalhos científicos que estudavam a influência das frequências (cada nota tem uma frequência em hertz) sonoras no cérebro e suas reações automativas.
Passei a pesquisar também por conta própria, e percebi que não só as notas em si, como as harmonias (conjunto melódico de notas) e ritmos também interferem no subconsciente, ativando e alterando determinados pontos de nossas faculdades mentais, de nossa memória. Através de métodos pessoais, consegui reunir algumas frequências de indução, bem simples, mas já grandes passos para meus estudos. Bem, é indubitável que as frequências nos induzem a certos atos e pensamentos - e a lembrança é só uma de milhares de tipos de indução!
Deduzo, e acredito que já haja algum estudo nesses parâmetros, que há uma ligação bem estreita (correspondência) entre imagens e sons - uma boa alternativa é a Teoria das Cordas (Leia sobre isso) Também lembro-me da contribuição pitagórica, da essência dos números e sua relação com o cosmo.
Sem me estender muito nessa explicação, vou usar dessa iniciação para prosseguir com o artigo.
As correntes da mídia
Quando digo mídia aqui, considere uma metáfora para o televisor, já que os outros meios são tão poucos usados que chegam a ser irrisórios. Mas acontece também com a internet, com o rádio, periódicos de leitura, etc, cada um como seus métodos particulares
Bem, é notável que as programações televisivas abusam de recursos multimídia, como sons, cores, movimento... todos possuem frequência, e todos agem de alguma forma em nosso intelecto. Se forem produzidos maliciosamente há verdadeiro risco - fora a manipulação direta!
Veja bem...os povos antigos eram muito mais ingênuos do que os atuais, sim, e não dispunham de um meio coletivo de informação como um televisor. As sensações indutivas vinham naturalmente, sem malícia alguma; um conjunto de imagem, movimento e som ambiente. O objetivo aqui é ressaltar a importância de uma soundtrack (aquela musiquinha de fundo nas novelas, filmes, séries, comerciais, jornais, etc) quando se une à imagem e movimento. O efeito é catastrófico!
Vejamos porquê:
1 - As imagens nos fornecem uma informação sensitiva, a ser captada. Há uma intenção naquela imagem, talvez não proposital, mas sempre há. Quando apresentada sozinha, ela permite que nosso intelecto forneça a intenção dela enquanto ela mesma. Parece inofensiva dessa forma.
2 - Os movimentos, conjunto de cores, imagens 3D, truques ilusivos e contexto das imagens apresentadas nos retiram a liberdade de adequá-las à nosso bem-querer. Aqui, torna-se um conjunto pronto para ser infiltrado no intelecto com uma intenção preparada. Mas, felizmente, até aí, temos a chance de questionar, acreditar ou não no que se apresenta.
3 - As soundtracks...aqui entram elas!
Como já dito, as músicas tem o poder de induzir através da frequência das notas, da harmonia e do ritmo. Se elas tiverem em si o poder de indução de crença, então, adeus livre-arbítrio e poder decisivo! Ao se juntar às imagens e movimentos, forma a arma mais poderosa da mídia! Arrebata impiedosamente a atenção e a crença!
Parece loucura, uma coisa psicodélica? Pois bem, pergunte a si e a quem quiser, que assista T.V.:
Quem é o melhor jogador de futebol no Brasil hoje? - Neymar
Mentira - técnica do endeusamento
Quem é o melhor jogador de futebol no mundo hoje? - Messi
Mentira - técnica do endeusamento, novamente
De quem é a autoria dos atentados de 11/09/2001? - Bin Laden (jaz morto?)
Mentira - técnica da falsa causa (pesquise)
O que é o candomblé? - ritual de magia negra
Mentira - técnica da eliminação de concorrência (nesse caso, religiosa)
O que é o islamismo? - uma seita terrorista sádica.
Mentira - técnica da eliminação de concorrência (nesse caso, religiosa)
Como são os alienígenas? - verdes, de cabeça grande
Questionável, no mínimo
Daí alguém vem me perguntar: “mas se o estudo de frequências de multimídia é algo tão complexo e desconhecido, como é que pode-se pensar que hajam especialistas nisso, agindo maliciosamente, por trás das programações televisivas?”
Bem, não duvido da existência de especialistas nisso atuando na T.V..
Mas é claro que as induções maliciosas não são produzidas somente por especialistas. Aqui entra a contribuição espírita:
“Quando se pensa para o bem, o bem é feito; quando se pensa o mal, o mal é feito”
Uma intenção não carece de ação para se concretizar e atingir o alvo. Todos os nossos pensamentos, desejos, medos, tem influência na energia do universo, e são influenciados por ele. Nosso poder de alterar as coisas é tão devastador que não pode ser cognoscível completamente. Fazemos as coisas sem saber, e as causas são quase que totalmente desarraigadas dos efeitos. Não entendemos o porquê de algo, como aconteceu; há um bloqueio produzido pela nossa razão que nos impede de entender as peripécias do sistema operacional do universo. Cristo já havia dito:
“(...)se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível.”
Mateus (17:20)
Logo, como a arte é uma conexão do mundo físico com o mundo espiritual, toda vez que nos usamos sinceramente dela, atingimos motivos inexplicáveis advindos da esfera cosmológica do universo espiritual. Se criamos uma música para alegrar e encher de esperança crianças doentes de câncer em um hospital, se for feito de modo sincero, seremos iluminados por energias espirituais (que frequentemente confundimos com inspirações, influências, “estado de espírito”, etc) que trarão positivos resultados aos pacientes (o próprio ato de criar a composição para esse fim, pasme, já atuará na energia dos pacientes!).
Essas energias trazem uma carga de intenção, que, como já dito, não tem explicação. No nosso mundo físico, são interpretadas pelos “drivers” físicos, como números, extensão, som, imagem, e se tornam um exemplo figurativo com uma intenção oculta. Cada uma delas entra no mundo físico e recebe um código universal de interpretação (uma metáfora: os códigos HTML para cores são sequências de caracteres, que são interpretados por qualquer navegador ou editor HTML do mundo, que, ao lê-lo, “descriptografa-o” e cria a cor correspondente – por sua vez, os códigos HTML tem fundamento numa sequência universal de caracteres regida pela base universal da informática, o sistema binário), que pode ser entendida por qualquer um.
Talvez, para quem nunca tenha pensado nisso, seja complicado à primeira vista entender.
Imaginemos a seguinte metáfora: quando se escreve uma carta com uma intenção (por exemplo, uma carta de amor), tenta-se produzir, através do jogo dialético, as sequências corretas de palavras que representem o sentimento e a intenção. Se produzidas de modo sincero, as palavras alcançarão o efeito de serem entendidas e darem perfeita conclusão indutiva ao leitor, que interpretará o sentimento descrito e sentirá o mesmo efeito que outrora o escritor sentira.
MAS, apesar de todo o romantismo da situação, deve-se saber que as palavras não denunciam fielmente os sentimentos, porquê são limitadas e incompletas (vide o artigo O Caminho do Cético, aqui mesmo no Philosufi).
Descrever o amor é tarefa impossível, não há modos de se definir sentimentos com palavras. Então, mesmo que seja muito eficaz na intenção primária, aquela carta de amor jamais vai poder representar fielmente o sentimento do escritor, pois o mesmo já mutilou seu sentimento ao tentar descrevê-lo.
Descrever o amor é tarefa impossível, não há modos de se definir sentimentos com palavras. Então, mesmo que seja muito eficaz na intenção primária, aquela carta de amor jamais vai poder representar fielmente o sentimento do escritor, pois o mesmo já mutilou seu sentimento ao tentar descrevê-lo.
Talvez isso tenha inspirado a célebre frase “não existe amor, apenas provas de amor”... aliás, boa parte das pessoas não entendem a intenção do compositor, que, ao dizer “não existe amor”, quis dizer “definição de amor”, pois ele só se sente, não se explica. Temos exemplos de amor, mas não sua definição em essência!
Assim acontece com nossas intenções e desejos: quando produzimos algo (com sinceridade!), imediatamente - e inconscientemente, recorremos à instância superior, à esfera espiritual, que nos irradia sua complexa (para nós) luz para que seja interpretada pelos fenômenos físicos. Aqui, então, explica-se como uma pessoa comum pode produzir trilhas soundtrack e sequências multimídia com intenções maliciosas, prontas para induzir os telespectadores.
Nos próximos tópicos, continuarei com o artigo. Irei provar que o homem atual e globalizado busca a desumanização, e, através de algumas verdades, provarei sua progressiva perda de identidade.
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